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    Terapia
    7 min de leitura

    As 7 abordagens da psicologia e como escolher a sua

    Escrito por Escolha Terapia

    Revisado por Dra. Vitória Weber Marques – Psicóloga CRP 07/38758

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    As 7 abordagens da psicologia e como escolher a sua

    Quando alguém decide começar terapia, logo aparece uma pergunta que ninguém explicou antes: qual abordagem? Psicanálise, TCC, Gestalt, humanista... Os perfis de psicólogos trazem esses nomes, mas pouca gente sabe o que eles significam na prática, ou seja, como vai ser a sessão.

    Este guia apresenta as 7 abordagens da psicologia mais procuradas no Brasil, explica o que muda de uma para outra e mostra como escolher. Spoiler baseado em pesquisa: a abordagem importa, mas a relação com o psicólogo importa tanto quanto.

    O que é uma abordagem da psicologia

    Abordagem (ou linha teórica) é o conjunto de ideias que o psicólogo usa para entender o sofrimento humano e o caminho que ele propõe para trabalhar com isso. Ela define, por exemplo:

    • se a sessão é mais livre ou mais estruturada;
    • se o foco está no passado, no presente ou nos padrões de relação;
    • se há tarefas entre as sessões;
    • quanto tempo o processo costuma durar.

    Todas as abordagens abaixo são praticadas por psicólogos no Brasil. Uma observação importante: no país, a psicanálise também pode ser exercida por quem não é psicólogo. Se você quer ser atendido por um psicólogo, confira o registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

    As 7 abordagens mais procuradas

    1. Psicanálise

    Criada por Sigmund Freud, parte da ideia de que boa parte do que sentimos e fazemos é movida por conteúdos inconscientes. Na sessão, a pessoa fala livremente, e o analista ajuda a perceber repetições, desejos e conflitos que não estavam claros. Costuma ser um processo mais longo e menos diretivo. Saiba mais sobre psicanálise.

    2. Terapia comportamental e cognitivo-comportamental (TCC)

    Olha para a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos no presente. É estruturada, com objetivos combinados, técnicas específicas e tarefas entre as sessões. É a abordagem com mais estudos para quadros como ansiedade, pânico, fobias e TOC. Leia sobre TCC e sobre terapia comportamental.

    3. Psicologia humanista

    Tem como referência Carl Rogers e a terapia centrada na pessoa. Parte da ideia de que cada pessoa tem capacidade de crescimento, e que um ambiente de aceitação, empatia e autenticidade favorece essa mudança. O terapeuta acompanha mais do que conduz. Saiba mais sobre a psicologia humanista.

    4. Gestalt-terapia

    Desenvolvida por Fritz Perls, Laura Perls e Paul Goodman, foca no aqui e agora e na consciência do que se está sentindo, inclusive no corpo. Usa recursos vivenciais, como dar voz a partes de si ou a pessoas ausentes. Saiba mais sobre Gestalt-terapia.

    5. Terapia sistêmica

    Entende o sofrimento dentro das relações: família, casal, trabalho. Muito usada em terapia de casal e família, mas também no atendimento individual. Saiba mais sobre terapia sistêmica.

    6. Psicologia analítica (junguiana)

    Criada por Carl Jung, trabalha com o inconsciente pessoal e coletivo, símbolos, sonhos e o processo de se tornar quem se é (individuação). Costuma atrair quem busca autoconhecimento profundo. Saiba mais sobre a abordagem junguiana.

    7. Terapia existencial

    Inspirada na filosofia existencialista, trabalha temas como sentido da vida, liberdade, escolhas, solidão e finitude. A logoterapia, de Viktor Frankl, é uma das vertentes. Saiba mais sobre terapia existencial.

    Qual abordagem funciona melhor?

    Essa é uma das perguntas mais estudadas na pesquisa em psicoterapia, e a resposta tem duas partes.

    Primeiro: para muitos problemas comuns, as diferentes psicoterapias bem conduzidas mostram resultados parecidos. Pesquisas sobre os chamados fatores comuns, resumidas por Bruce Wampold, apontam que elementos presentes em todas as abordagens pesam bastante no resultado: a aliança entre paciente e terapeuta, a empatia, o acordo sobre objetivos e a expectativa de melhora.

    Segundo: para alguns quadros específicos, certas técnicas têm vantagem clara. O exemplo mais conhecido é o TOC, em que a exposição e prevenção de resposta, dentro da TCC, é o tratamento psicológico recomendado. Fobias e transtorno de pânico também costumam responder bem a abordagens com exposição.

    Na prática: se você tem um diagnóstico definido, vale perguntar ao psicólogo como ele trabalha com aquele quadro. Se busca autoconhecimento ou está atravessando uma fase difícil sem um diagnóstico claro, a afinidade com o profissional e com o jeito de trabalhar dele pesa mais.

    Como escolher a sua

    Algumas perguntas ajudam a decidir:

    • O que me trouxe à terapia? Um sintoma específico (crises de pânico, rituais, fobia) costuma combinar com abordagens mais estruturadas. Questões de identidade, relações ou sentido podem combinar com abordagens mais exploratórias.
    • Prefiro um caminho guiado ou espaço para falar livremente? TCC é mais diretiva. Psicanálise, humanista e junguiana tendem a ser menos.
    • O problema está mais em mim ou nas minhas relações? Se for nas relações, a terapia sistêmica ou de casal pode fazer sentido.
    • Quanto tempo e investimento tenho? Algumas abordagens trabalham com processos mais curtos e focados, outras com processos longos. Veja também quanto custa um psicólogo.

    E o principal: use as primeiras sessões como um teste. Pergunte como o psicólogo trabalha, o que ele propõe para o seu caso e como vocês vão perceber se está funcionando. Se não houver confiança, tudo bem procurar outro profissional. Leia mais em como escolher um psicólogo e o que esperar da primeira sessão.

    Fontes consultadas

    Perguntas Frequentes

    Quais são as principais abordagens da psicologia?

    As mais procuradas no Brasil são psicanálise, terapia comportamental e cognitivo-comportamental (TCC), psicologia humanista, Gestalt-terapia, terapia sistêmica, psicologia analítica (junguiana) e terapia existencial.

    Qual a melhor abordagem da psicologia?

    Não existe uma melhor para tudo. Para muitos problemas, as abordagens têm resultados parecidos e a relação com o terapeuta pesa muito. Para alguns quadros, como TOC, fobias e pânico, técnicas da TCC com exposição têm mais evidência.

    Posso mudar de abordagem no meio da terapia?

    Pode. Se você sente que não está avançando, converse primeiro com o seu psicólogo. Se mesmo assim não fizer sentido, procurar um profissional de outra linha é um direito seu.

    Como saber a abordagem de um psicólogo?

    Normalmente ela aparece no perfil do profissional. Se não aparecer, pergunte na primeira conversa como ele trabalha e o que propõe para o seu caso.

    Conclusão

    Conhecer as abordagens ajuda a fazer perguntas melhores, mas você não precisa virar especialista para começar. Escolha alguém com quem se sinta à vontade, explique o que está buscando e avalie juntos o caminho.

    Na Escolha Terapia você pode encontrar um psicólogo para atendimento online e ver a abordagem de cada um no perfil. Se ainda estiver em dúvida sobre o que procurar, converse com a Clara.

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    Este conteúdo tem caráter informativo e foi revisado por psicóloga registrada no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

    Não substitui avaliação ou acompanhamento profissional individual.

    Referências e Fontes Confiáveis

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    Este artigo faz parte do nosso guia completo sobre terapia e psicologia.

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