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    Terapia
    7 min de leitura

    Psicologia humanista: o que é e como funciona a terapia

    Escrito por Escolha Terapia

    Revisado por Dra. Vitória Weber Marques – Psicóloga CRP 07/38758

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    Psicologia humanista: o que é e como funciona a terapia

    Algumas pessoas chegam à terapia esperando receber conselhos, tarefas e um diagnóstico. Na psicologia humanista, a experiência costuma ser outra: o psicólogo escuta com atenção, devolve o que percebeu e ajuda você a entender o que sente, sem julgar e sem decidir por você.

    Essa forma de trabalhar nasceu de uma ideia simples e, na época, revolucionária: cada pessoa tem dentro de si recursos para crescer, e o papel do terapeuta é criar as condições para que isso aconteça. Aqui você entende de onde veio a abordagem humanista, como é a terapia na prática e para quem ela costuma funcionar bem.

    O que é a psicologia humanista

    A psicologia humanista surgiu nos Estados Unidos nos anos 1950 e 1960 como uma 'terceira força' na psicologia, ao lado da psicanálise e do behaviorismo. Seus autores achavam que essas duas correntes deixavam de fora o que há de mais humano: a experiência subjetiva, a liberdade de escolha, a busca de sentido e a capacidade de crescimento.

    Dois nomes são centrais:

    • Carl Rogers, criador da abordagem centrada na pessoa, que transformou a forma como se pensa a relação terapêutica;
    • Abraham Maslow, conhecido pela ideia de autorrealização e pela famosa 'pirâmide' das necessidades (que, vale dizer, é mais uma forma de divulgar suas ideias do que algo que ele desenhou).

    A partir delas se desenvolveram várias vertentes. Dentro do campo humanista-experiencial estão, por exemplo, a terapia centrada na pessoa, a Gestalt-terapia, a terapia focada nas emoções e abordagens existenciais. Leia também sobre a terapia existencial.

    As três atitudes do terapeuta, segundo Carl Rogers

    Rogers defendia que três atitudes do terapeuta criam o clima para a mudança:

    Empatia

    Tentar compreender o mundo como a pessoa o vive, e mostrar que entendeu. Não é concordar com tudo, é acompanhar de perto o que o outro sente.

    Aceitação positiva incondicional

    Acolher a pessoa sem condicionar o respeito ao que ela faz ou sente. Na prática, isso permite falar de vergonhas, raivas e contradições sem medo de ser julgado.

    Congruência (autenticidade)

    O terapeuta é genuíno na relação, não se esconde atrás de um papel. Isso ajuda o paciente a também se aproximar do que realmente sente.

    Essas ideias influenciaram muito além da abordagem humanista. Hoje, profissionais de várias linhas reconhecem que a qualidade da relação terapêutica pesa bastante no resultado do tratamento.

    Como é uma sessão na prática

    Imagine que você chega dizendo: 'Não sei por que estou tão cansado de tudo'. Em vez de propor de cara uma técnica, o terapeuta humanista provavelmente vai acompanhar sua fala, devolver o que percebeu ('parece que, além do cansaço, tem uma tristeza de sentir que ninguém nota o quanto você se esforça') e ajudar você a explorar isso.

    Algumas características comuns:

    • a pessoa conduz os temas, e o terapeuta acompanha;
    • o foco está no presente e em como você vive a sua experiência;
    • emoções são acolhidas e aprofundadas, não só 'controladas';
    • geralmente não há tarefas formais entre as sessões, embora algumas vertentes usem exercícios vivenciais.

    Para quem prefere um caminho mais guiado, com metas e técnicas definidas, abordagens como a TCC podem combinar mais. Veja as 7 abordagens da psicologia para comparar.

    O que dizem as pesquisas e para quem é indicada

    Uma revisão de pesquisas publicada em 2021 no Bergin and Garfield's Handbook of Psychotherapy and Behavior Change, uma das principais referências da área, reuniu dezenas de estudos sobre as terapias humanistas-experienciais. Os autores (Robert Elliott e colegas) encontraram:

    • melhora grande dos pacientes em comparação a quem não fez tratamento;
    • resultados, no geral, equivalentes aos de outras abordagens, com uma pequena vantagem da TCC em alguns estudos, ponto que os próprios autores discutem;
    • resultados especialmente bons em dificuldades de relacionamento e no enfrentamento de doenças crônicas, e resultados mais mistos para depressão e ansiedade.

    A abordagem humanista costuma combinar com quem:

    • busca autoconhecimento e quer entender melhor o que sente;
    • atravessa uma fase de crise, perda ou transição;
    • tem dificuldade de se aceitar ou vive se cobrando;
    • prefere um espaço de escuta a um programa estruturado de técnicas.

    Para quadros específicos, como TOC ou fobias, técnicas de exposição têm mais evidência e vale considerar outras abordagens ou combinar caminhos.

    Fontes consultadas

    Perguntas Frequentes

    O que é a abordagem humanista na psicologia?

    É uma linha da psicologia que entende cada pessoa como capaz de crescer e se transformar. Na terapia, o foco está na experiência da pessoa no presente e numa relação de empatia, aceitação e autenticidade com o terapeuta.

    Quem criou a psicologia humanista?

    Ela foi desenvolvida por vários autores nos anos 1950 e 1960. Os nomes mais conhecidos são Carl Rogers, criador da abordagem centrada na pessoa, e Abraham Maslow.

    Terapia humanista funciona?

    Sim. Revisões de pesquisa mostram melhora importante dos pacientes e resultados, no geral, comparáveis aos de outras abordagens. Para alguns quadros específicos, como TOC, outras técnicas têm mais evidência.

    Qual a diferença entre psicologia humanista e Gestalt-terapia?

    A Gestalt-terapia é uma das vertentes do campo humanista-existencial. Ela compartilha a valorização da experiência presente, mas usa mais recursos vivenciais, como experimentos durante a sessão.

    Conclusão

    Se você procura um espaço para ser escutado sem julgamento e entender melhor o que sente, a psicologia humanista pode ser um bom caminho. O mais importante é se sentir à vontade com o profissional.

    Na Escolha Terapia você pode encontrar um psicólogo para atendimento online e ver a abordagem de cada um no perfil. Se quiser, converse com a Clara antes para organizar suas ideias.

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    Este conteúdo tem caráter informativo e foi revisado por psicóloga registrada no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

    Não substitui avaliação ou acompanhamento profissional individual.

    Referências e Fontes Confiáveis

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