A própria Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, do Ministério da Saúde, aponta que os homens procuram menos os serviços de saúde e descreve barreiras que valem também para a saúde mental:
A ideia de que adoecer é fraqueza
Muitos homens cresceram ouvindo que 'homem não chora' e que precisa dar conta de tudo. Pedir ajuda passa a parecer fracasso. O documento do Ministério fala justamente na sensação de invulnerabilidade e no medo de descobrir que algo não vai bem.
O papel de provedor
Horários de atendimento que coincidem com o expediente, medo de faltar ao trabalho e a cobrança de sustentar a casa empurram o cuidado para depois.
Dificuldade de nomear o que sente
Sem prática em falar de emoções, muitos homens não reconhecem tristeza ou ansiedade como tal. O sofrimento aparece de outro jeito: irritabilidade, cansaço, dores no corpo, isolamento. Leia o custo emocional de ser 'forte' o tempo todo.
Não saber como a terapia funciona
Existe a imagem de que terapia é deitar num divã e falar da infância por anos. Muitos homens se surpreendem ao descobrir que há abordagens objetivas, focadas em problemas concretos e com metas combinadas. Veja as 7 abordagens da psicologia.