O FOMO não é uma emoção nova; aquela sensação de que você está perdendo algo bom enquanto outros desfrutam já existia antes das redes sociais. Mas o que mudou é a escala e a intensidade com que essa sensação nos atinge. Com um simples toque, somos bombardeados por uma enxurrada de eventos, viagens, conquistas e momentos "perfeitos" que (aparentemente) acontecem sem a nossa presença. Isso gera uma pressão enorme para estarmos sempre antenados, participando, ou pelo menos, observando.
Essa necessidade constante de estar conectado e atualizado pode levar a um ciclo vicioso. Quanto mais vemos o que os outros estão fazendo, maior a chance de sentirmos que estamos perdendo algo, e maior nossa necessidade de checar as redes sociais novamente. O resultado? Uma sensação persistente de inadequação e um medo quase paralisante de que não estamos vivendo a vida de forma plena, como "todo mundo" parece estar vivendo.
Estudos mostram que o FOMO está associado a níveis mais altos de estresse, ansiedade e até mesmo problemas no sono. Afinal, como relaxar quando seu cérebro está constantemente em alerta, procurando por algo que você pode estar perdendo? É exaustivo e desgastante, minando a nossa paz e a nossa capacidade de aproveitar o presente.
