O TAG tem tratamento, e os caminhos mais estudados são a psicoterapia e, em alguns casos, a medicação. Diretrizes internacionais, como a do NICE (o instituto que orienta o sistema público de saúde do Reino Unido), recomendam começar pelo menos invasivo e intensificar conforme a necessidade.
Psicoterapia
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem com mais estudos para o TAG. Na prática, o trabalho costuma envolver:
- aprender a reconhecer o ciclo da preocupação e o momento em que ela começa a escalar;
- questionar crenças como 'se eu me preocupar, estou me protegendo';
- treinar a tolerância à incerteza, em vez de tentar eliminá-la;
- técnicas de relaxamento aplicado e de manejo da tensão corporal;
- reduzir comportamentos de checagem e de busca de garantias (perguntar várias vezes se está tudo bem, pesquisar sintomas na internet).
Outras abordagens também atendem pessoas com TAG, e a qualidade da relação com o terapeuta pesa muito no resultado. Se você está em dúvida sobre qual escolher, leia as 7 abordagens da psicologia.
Medicação
Quando os sintomas são intensos ou a terapia sozinha não está sendo suficiente, o psiquiatra pode indicar medicamentos. Os mais usados no TAG são alguns antidepressivos, que também têm ação ansiolítica, e o efeito costuma levar algumas semanas para aparecer. Calmantes de efeito rápido podem até aliviar na hora, mas geralmente não são indicados para uso prolongado por causa do risco de dependência. Esse é um assunto para conversar com o médico, nunca para resolver por conta própria. Se tiver dúvida sobre quem procurar, veja a diferença entre psicólogo e psiquiatra.