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    Ansiedade
    8 min de leitura

    Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): sintomas e se tem cura

    Escrito por Escolha Terapia

    Revisado por Dra. Vitória Weber Marques – Psicóloga CRP 07/38758

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    Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): sintomas e se tem cura

    Todo mundo se preocupa. Com contas, com a saúde de alguém da família, com uma entrega no trabalho. A preocupação vira um problema quando deixa de ter assunto: termina uma e começa outra, o dia inteiro, por meses, mesmo quando está tudo razoavelmente bem. É esse o retrato do transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

    Neste artigo você vai entender como o TAG aparece no dia a dia, o que diferencia o transtorno da ansiedade comum, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos têm mais respaldo e o que dá para responder com honestidade sobre a pergunta mais buscada: TAG tem cura?

    Como o TAG aparece no dia a dia

    Quem tem TAG costuma descrever a mente como um rádio que não desliga. A pessoa sai de casa e pensa se trancou a porta, chega ao trabalho e se preocupa com o prazo, à noite pensa no filho que voltou tarde, deita e começa a imaginar o que pode dar errado amanhã. Nada disso é absurdo isoladamente. O que pesa é a frequência, a intensidade e a dificuldade de parar.

    O corpo acompanha a mente. São comuns:

    • inquietação ou sensação de estar 'com os nervos à flor da pele';
    • cansaço fácil, mesmo sem grande esforço;
    • dificuldade de concentração ou 'brancos';
    • irritabilidade;
    • tensão muscular, principalmente em ombros, pescoço e mandíbula;
    • sono ruim: demorar para dormir, acordar no meio da noite ou acordar sem descanso.

    Muita gente com TAG passa anos achando que 'é assim mesmo', que é um jeito de ser. Outras pessoas chegam ao médico pelos sintomas físicos (dor de cabeça, estômago, cansaço) antes de alguém falar em ansiedade. Se você se reconhece nesse quadro, vale ler também nosso texto sobre ansiedade e insônia.

    Ansiedade comum ou transtorno? Como é feito o diagnóstico

    Não existe exame de sangue ou de imagem para TAG. O diagnóstico é clínico, feito por psicólogo ou psiquiatra a partir de uma conversa estruturada. Os manuais diagnósticos usados no mundo todo (como o DSM-5) descrevem o transtorno a partir de alguns critérios principais:

    • preocupação excessiva, na maioria dos dias, por pelo menos seis meses, sobre vários assuntos diferentes;
    • dificuldade de controlar essa preocupação;
    • presença de pelo menos três dos sintomas físicos e mentais listados acima;
    • sofrimento ou prejuízo real no trabalho, nos estudos, nas relações ou na rotina;
    • os sintomas não são melhor explicados por outra condição, por uma substância ou por um problema clínico (alterações de tireoide, por exemplo, podem imitar ansiedade).

    O que diferencia do pânico e da ansiedade social

    No transtorno de pânico, o centro são crises intensas e súbitas, com taquicardia e medo de morrer ou enlouquecer. Na ansiedade social, o medo gira em torno do julgamento dos outros. No TAG, a marca é a preocupação difusa e contínua, sem um único gatilho. Os quadros podem coexistir, e também é comum o TAG vir acompanhado de depressão, por isso uma avaliação completa faz diferença.

    Testes online podem ajudar a perceber que algo não vai bem, mas não substituem a avaliação de um profissional. Se quiser um ponto de partida, faça nosso teste de ansiedade e leve o resultado para a conversa com o psicólogo.

    Por que algumas pessoas desenvolvem TAG

    Não há uma causa única. O que as pesquisas mostram é uma soma de fatores:

    • Temperamento e genética: pessoas com histórico familiar de ansiedade têm mais chance de desenvolver o transtorno, e algumas crianças já mostram desde cedo um perfil mais cauteloso diante do novo.
    • Experiências de vida: ambientes imprevisíveis, perdas, doenças na família ou períodos longos de estresse podem ensinar a mente a 'ficar de guarda' o tempo todo.
    • A própria lógica da preocupação: muita gente com TAG acredita, sem perceber, que se preocupar ajuda a se preparar ou a evitar que coisas ruins aconteçam. Como na maioria das vezes nada de ruim acontece, a preocupação parece ter 'funcionado' e se reforça.
    • Intolerância à incerteza: dificuldade de conviver com o 'não sei como vai ser'. A preocupação vira uma tentativa de ter controle sobre o que não dá para controlar.

    O Brasil, vale lembrar, aparece nas estimativas da Organização Mundial da Saúde como o país com a maior proporção de pessoas com transtornos de ansiedade (somando todos os tipos, não só o TAG). Ou seja: se você sofre com isso, está longe de estar sozinho. Veja os números oficiais na nossa página de estatísticas de saúde mental.

    Tratamento: o que funciona para ansiedade generalizada

    O TAG tem tratamento, e os caminhos mais estudados são a psicoterapia e, em alguns casos, a medicação. Diretrizes internacionais, como a do NICE (o instituto que orienta o sistema público de saúde do Reino Unido), recomendam começar pelo menos invasivo e intensificar conforme a necessidade.

    Psicoterapia

    A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem com mais estudos para o TAG. Na prática, o trabalho costuma envolver:

    • aprender a reconhecer o ciclo da preocupação e o momento em que ela começa a escalar;
    • questionar crenças como 'se eu me preocupar, estou me protegendo';
    • treinar a tolerância à incerteza, em vez de tentar eliminá-la;
    • técnicas de relaxamento aplicado e de manejo da tensão corporal;
    • reduzir comportamentos de checagem e de busca de garantias (perguntar várias vezes se está tudo bem, pesquisar sintomas na internet).

    Outras abordagens também atendem pessoas com TAG, e a qualidade da relação com o terapeuta pesa muito no resultado. Se você está em dúvida sobre qual escolher, leia as 7 abordagens da psicologia.

    Medicação

    Quando os sintomas são intensos ou a terapia sozinha não está sendo suficiente, o psiquiatra pode indicar medicamentos. Os mais usados no TAG são alguns antidepressivos, que também têm ação ansiolítica, e o efeito costuma levar algumas semanas para aparecer. Calmantes de efeito rápido podem até aliviar na hora, mas geralmente não são indicados para uso prolongado por causa do risco de dependência. Esse é um assunto para conversar com o médico, nunca para resolver por conta própria. Se tiver dúvida sobre quem procurar, veja a diferença entre psicólogo e psiquiatra.

    TAG tem cura?

    A resposta honesta é: o TAG tem tratamento eficaz, e muitas pessoas chegam a ficar sem sintomas ou com sintomas leves, que não atrapalham a vida. Em saúde mental, os profissionais costumam falar em remissão em vez de 'cura', porque a ansiedade é uma emoção normal e não vai desaparecer, e porque o quadro pode voltar em fases de muito estresse.

    A boa notícia é que quem passou por um bom tratamento sai com ferramentas. A pessoa aprende a perceber os primeiros sinais, sabe o que fazer quando a preocupação começa a crescer e sabe quando é hora de voltar a buscar ajuda. Para entender melhor esse ponto, leia também ansiedade tem cura?

    Quando procurar ajuda logo

    Procure um profissional se a preocupação está atrapalhando o sono, o trabalho ou as relações há semanas, se você vem evitando situações por causa dela ou se está usando álcool ou remédios por conta própria para conseguir relaxar. Se em algum momento surgirem pensamentos de morte ou de se machucar, ligue para o CVV no 188 (gratuito, 24 horas) ou procure um serviço de emergência.

    Fontes consultadas

    Dicas Práticas

    Perguntas Frequentes

    Quanto tempo de preocupação caracteriza ansiedade generalizada?

    Os critérios diagnósticos falam em preocupação excessiva na maioria dos dias por pelo menos seis meses, difícil de controlar e acompanhada de sintomas como tensão, cansaço, irritabilidade e problemas de sono. Só um profissional pode fechar o diagnóstico.

    TAG tem cura?

    O TAG tem tratamento eficaz e muitas pessoas chegam à remissão, ou seja, ficam sem sintomas ou com sintomas leves. Os sintomas podem voltar em períodos de estresse, mas quem fez tratamento aprende a reconhecer os sinais e agir cedo.

    Qual a diferença entre TAG e crise de pânico?

    A crise de pânico é um pico súbito e intenso de medo, com sintomas físicos fortes, que dura minutos. O TAG é uma preocupação contínua e difusa, que acompanha a pessoa a maior parte do tempo. Uma pessoa pode ter os dois quadros.

    Dá para tratar TAG só com terapia, sem remédio?

    Em muitos casos, sim. A terapia cognitivo-comportamental é a abordagem psicológica com mais estudos para o TAG. Quando os sintomas são intensos ou a melhora não vem, o psiquiatra pode avaliar a medicação, que também pode ser combinada com a terapia.

    Terapia online funciona para ansiedade generalizada?

    Sim. A terapia online é regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia e os estudos mostram resultados comparáveis aos da terapia presencial para quadros de ansiedade. O mais importante é escolher um psicólogo com quem você se sinta à vontade.

    Conclusão

    Se a preocupação virou companhia constante, não é falta de força de vontade nem frescura. O TAG é um quadro conhecido, com tratamento estudado e resultados reais. O primeiro passo é conversar com um profissional que possa avaliar o seu caso.

    Na Escolha Terapia você pode encontrar um psicólogo para atendimento online e combinar o valor direto com ele. Se quiser organizar os pensamentos antes da primeira sessão, você também pode conversar com a Clara, a assistente de bem-estar da plataforma.

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    Este conteúdo tem caráter informativo e foi revisado por psicóloga registrada no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

    Não substitui avaliação ou acompanhamento profissional individual.

    Referências e Fontes Confiáveis

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    Este artigo faz parte do nosso guia completo sobre ansiedade.

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