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    Celebridades
    7 min de leitura

    Lady Gaga e o estresse pós-traumático: o que ela contou

    Escrito por Escolha Terapia

    Revisado por Dra. Vitória Weber Marques – Psicóloga CRP 07/38758

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    Lady Gaga e o estresse pós-traumático: o que ela contou

    Em 2016, durante uma visita a um centro de acolhimento para jovens LGBT sem-teto em Nova York, Lady Gaga disse aos jovens uma frase que virou notícia no mundo todo: 'Eu sofro de transtorno de estresse pós-traumático'. Anos depois, em 2021, ela voltou ao assunto com mais detalhes em um documentário sobre saúde mental.

    Este artigo reúne o que a própria cantora contou publicamente, com fontes, e usa a história dela para explicar o que é o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), como ele aparece e como é tratado. Não fazemos diagnóstico de ninguém: o objetivo é informar e ajudar quem se reconhece no tema.

    O que Lady Gaga contou publicamente

    2016: 'Eu sofro de TEPT'

    A revelação aconteceu numa visita ao Ali Forney Center, no Harlem, em parceria entre a sua fundação, a Born This Way Foundation, e o programa Today, da rede NBC. Gaga disse aos jovens que convive com o transtorno diariamente e que a meditação a ajuda a se acalmar. Na época, ela já havia contado publicamente ter sofrido violência sexual aos 19 anos.

    2021: o documentário

    No documentário The Me You Can't See, da Apple TV+, apresentado por Oprah Winfrey e pelo príncipe Harry, a cantora relacionou a violência sofrida no início da carreira a um 'colapso psicótico total' e disse que, por alguns anos, não foi 'a mesma pessoa'. Segundo as reportagens sobre o documentário, o diagnóstico de TEPT veio depois de ela procurar atendimento por dor crônica no corpo.

    Ela também usa sua fundação, criada com a mãe, para falar de saúde mental com jovens e reduzir o estigma de pedir ajuda.

    O que é o transtorno de estresse pós-traumático

    O TEPT pode surgir depois que uma pessoa vive ou testemunha um evento traumático, como violência, acidente grave, desastre, guerra ou a morte repentina de alguém próximo. Sentir medo, choque e tristeza depois de algo assim é natural. O transtorno é considerado quando os sintomas duram mais de um mês e passam a atrapalhar a vida.

    Os sintomas costumam se organizar em quatro grupos:

    • Revivência: lembranças que invadem a mente, pesadelos, a sensação de estar vivendo de novo o que aconteceu (flashbacks);
    • Evitação: fugir de lugares, pessoas, conversas ou pensamentos que lembrem o trauma;
    • Alerta constante: sustos fáceis, irritabilidade, dificuldade para dormir e para se concentrar;
    • Mudanças no humor e no pensamento: culpa, vergonha, sensação de estar desconectado das pessoas, dificuldade de sentir alegria.

    Nem todo mundo que passa por um trauma desenvolve TEPT, e os sintomas podem aparecer logo depois ou meses mais tarde. Para entender também experiências difíceis que não são catastróficas, mas deixam marcas, leia sobre traumas com 't' minúsculo.

    Trauma, corpo e dor

    Um ponto que chama atenção na história de Gaga é que o diagnóstico veio a partir de uma queixa física. Isso não é raro: pessoas com TEPT frequentemente relatam dores, tensão muscular, cansaço e problemas de sono. O estado de alerta constante cobra um preço do corpo.

    Por isso, quem procura médicos várias vezes por dores sem explicação clara, e tem um histórico de trauma, pode se beneficiar de uma avaliação de saúde mental junto com a investigação clínica. Uma coisa não exclui a outra.

    Como o TEPT é tratado

    O TEPT tem tratamento. Os caminhos com mais evidência são:

    • Psicoterapias focadas no trauma: abordagens que ajudam a processar a memória traumática com segurança e a mudar a forma como a pessoa interpreta o que viveu e a si mesma. Entre elas estão versões da terapia cognitivo-comportamental voltadas ao trauma e a terapia de exposição prolongada;
    • Medicação: alguns medicamentos podem ajudar com sintomas como ansiedade, sono e humor, sempre com indicação e acompanhamento de um psiquiatra;
    • Rede de apoio: pessoas de confiança, grupos de apoio e, quando for o caso, serviços especializados de atendimento a vítimas de violência.

    Práticas como a meditação, que Gaga cita, podem ajudar a lidar com o estresse do dia a dia, mas funcionam como complemento e não substituem o tratamento. Leia meditação ajuda na ansiedade?

    Se você passou por violência

    Você não tem culpa pelo que aconteceu. Para mulheres em situação de violência, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona 24 horas, de graça. Se você está em sofrimento intenso ou pensando em se machucar, ligue para o CVV, 188, também gratuito e 24 horas, ou procure um serviço de emergência.

    Fontes consultadas

    Perguntas Frequentes

    Lady Gaga tem TEPT?

    Sim, segundo ela mesma. Em 2016, Lady Gaga contou publicamente que sofre de transtorno de estresse pós-traumático, e em 2021, no documentário The Me You Can't See, falou sobre o trauma que viveu no início da carreira.

    Quais são os sintomas do estresse pós-traumático?

    Os principais são lembranças invasivas e pesadelos, evitação de tudo o que lembra o trauma, estado de alerta constante com sustos e insônia, e mudanças no humor, como culpa, vergonha e sensação de desconexão. Para o diagnóstico, os sintomas precisam durar mais de um mês.

    TEPT tem tratamento?

    Sim. Psicoterapias focadas no trauma têm boa evidência de eficácia, e medicamentos podem ajudar em alguns casos, com acompanhamento de um psiquiatra. Quanto antes a pessoa busca ajuda, melhor.

    Trauma pode causar dor física?

    Pessoas com TEPT frequentemente relatam dores, tensão e cansaço. Isso não significa que toda dor tenha origem emocional, por isso a avaliação médica e a psicológica caminham juntas.

    Conclusão

    Ao contar sua história, Lady Gaga ajudou muita gente a dar nome ao que sentia. Se você reconhece em si sinais de trauma, saiba que existe tratamento e que pedir ajuda é um passo de cuidado, não de fraqueza.

    Na Escolha Terapia você pode encontrar um psicólogo para atendimento online e perguntar se ele trabalha com trauma. Se preferir começar desabafando, converse com a Clara.

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    Este conteúdo tem caráter informativo e foi revisado por psicóloga registrada no Conselho Regional de Psicologia (CRP).

    Não substitui avaliação ou acompanhamento profissional individual.

    Referências e Fontes Confiáveis

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